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Sérgio Santeiro

7 de jan. de 2023
1 min de leitura

Desde quando eu e Francis faz muito tempo, conversamos vida afora e quase nunca em presença no mais das vezes ao telefone ou nas listas internáuticas já que nem eu fui muito ao Ceará e nem ele muito ao Rio. Mas lembro rodas em Fortaleza e não era só cinema, Francis era testemunha militante na cultura e na política da vida na cidade e no país até que sua invenção, o festival de Jeri nos manteve mais próximos a andar nas areias.


Como todos sabem sua memória era gigante, a minha nem tanto, e era um contador de causos notável e vigoroso. Partilhamos a mesma época desde o golpe, o outro, o de antes, a afinidade ecoava em nossas vidas e no legado de nossa mesma geração o que eu tanto prezo expostos que fomos e os demais aos mesmos estímulos e problemas que nos fizeram andar e pensa, pensar e andar. E vamos indo, ele aí foi mais cedo e eu aqui guardo saudoso quando as lembranças do quanto junto caminhamos permanecem por mim sendo lembradas. Salve!


Sérgio Santeiro

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